Tráfico em Venda Nova do Imigrante: homem é preso em flagrante — Direto Notícias

Tráfico em Venda Nova do Imigrante: homem é preso em flagrante

Policiais civis da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) prenderam em flagrante um homem de 25 anos na tarde da última quinta-feira (02), durante diligências no Centro de Venda Nova do Imigrante, no interior do Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, a ação resultou na apreensão de aproximadamente 170 gramas de maconha, 12 gramas de crack, porções de cocaína e uma balança de precisão.

A Denarc é vinculada à 11ª Delegacia Regional de Venda Nova do Imigrante, e as diligências contaram com o apoio da equipe da Força Tática da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES). O homem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Autuação em flagrante é acusação, não condenação: quem responde nessa condição segue como suspeito até que um juiz decida ao fim do processo.

O que a polícia informou ter apreendido, item por item

A relação do material apreendido, conforme divulgado pela Polícia Civil, é esta:

  • cerca de 170 gramas de maconha;
  • 43 buchas da mesma substância, descritas como prontas para comercialização;
  • 12 gramas de crack;
  • três papelotes de cocaína;
  • uma balança de precisão.

São os números que a corporação divulgou, sem estimativa de preço nem soma de quantidades. Balança de precisão costuma aparecer nesse tipo de apreensão porque pesa frações de grama, e é justamente o fracionamento em porções pequenas que a polícia usa como indício de comércio, e não de consumo. Mas é indício: o enquadramento entre tráfico e porte para uso pessoal não se decide na delegacia — depende da análise do conjunto de circunstâncias ao longo do processo, e essa distinção é a que mais muda o desfecho de um caso como este.

Uma abordagem no Centro, uma investigação em outro distrito

Os dois endereços do caso não se confundem. A prisão em flagrante ocorreu durante diligências no Centro do município. Já a apuração que antecedeu a abordagem tinha como foco o distrito de São João de Viçosa, também em Venda Nova do Imigrante, onde o homem vinha sendo investigado pelo crime de tráfico de drogas.

Durante a abordagem, com autorização do responsável pelo imóvel, os policiais realizaram buscas e encontraram o material no quarto do investigado. A autorização do morador é um dos caminhos previstos para a entrada em residência sem mandado — o outro é a ordem judicial, e há ainda as hipóteses de flagrante. A validade dessa entrada é um dos pontos que a defesa pode questionar depois, e que o juiz examina antes de decidir sobre a prisão.

A pena anterior e a data da soltura

A Polícia Civil informou que o homem já havia cumprido pena pelo crime de tráfico de drogas e foi liberado em 18 de setembro do ano passado, mediante alvará de soltura. O alvará é a ordem judicial que determina a saída de alguém do sistema prisional — pode vir do cumprimento integral da pena, de progressão de regime ou de decisão que revoga uma prisão, e por isso, sozinho, não diz qual foi o motivo.

Vale conferir a conta antes de repeti-la: entre 18 de setembro do ano passado e a quinta-feira da abordagem passou-se pouco mais de um ano, e não alguns meses. O intervalo entre uma coisa e outra é dado da folha; não é, por si, prova do que aconteceu nesse meio-tempo — isso é o que a nova apuração ainda vai apurar.

Do flagrante ao processo: as fases que faltam

Entre a prisão anunciada e uma eventual condenação há um caminho inteiro, e cada etapa decide uma coisa diferente:

  • Prisão em flagrante e autuação. A autoridade policial formaliza a prisão e o enquadramento inicial. Esse enquadramento é provisório e pode mudar.
  • Audiência de custódia. Em regra realizada em até 24 horas, serve para o juiz verificar a legalidade da prisão e a integridade de quem foi preso, e decidir se a pessoa aguarda em liberdade, com medidas cautelares, ou em prisão preventiva. Não julga culpa e não antecipa pena.
  • Inquérito policial. A investigação reúne laudos — entre eles o exame que identifica e pesa as substâncias —, depoimentos e demais elementos, e ao final é remetido à Justiça.
  • Decisão do órgão de acusação. Com o inquérito em mãos, o órgão de acusação pode oferecer denúncia, pedir novas diligências ou requerer o arquivamento. Só se a denúncia for recebida existe processo.
  • Processo, com defesa. É a fase em que a pessoa acusada apresenta versão, produz provas e contesta as da acusação. A condenação, se vier, vem no fim — e ainda cabe recurso.

Por isso o vocabulário importa: enquanto essas fases correm, o correto é tratar quem foi preso como suspeito, investigado ou autuado, conforme o estágio.

Onde acionar a polícia no Espírito Santo

Para situação em andamento, com risco imediato ou crime acontecendo, o número é o 190, que aciona a Polícia Militar e funciona 24 horas. Para informar movimentação suspeita sem urgência, o canal é o 181, o Disque-Denúncia estadual, que atende por telefone e não exige que quem liga se identifique — a informação segue para a unidade responsável pela apuração. Nos dois casos, ajudam à apuração dados objetivos: endereço ou ponto de referência, dia e horário, e descrição do que foi visto.

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