No sábado, 25 de outubro de 2025, 16.387 estudantes capixabas fizeram a segunda fase da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, a OBMEP 2025. As provas foram aplicadas em mais de 100 centros distribuídos pelos 78 municípios do Espírito Santo, ou seja, todo o Estado teve ponto de aplicação.
Os capixabas fazem parte dos cerca de 900 mil classificados em todo o país para esta etapa, dentro de um universo de 18 milhões de jovens alcançados pela competição no Brasil.
Quem chegou à segunda fase, rede por rede
Os 16.387 classificados do Espírito Santo estão distribuídos assim:
- 7.934 na rede estadual;
- 6.897 nas redes municipais;
- 1.122 em escolas privadas;
- 434 na rede federal.
As três redes públicas somam 15.265 dos classificados, pouco mais de nove em cada dez. É um retrato de onde está a maior parte dos estudantes do Estado, e não uma medida de desempenho por rede: a olimpíada classifica por prova individual, não por instituição.
O secretário de Educação, Vitor de Angelo, atribuiu o número de classificados ao trabalho de professores que aplicaram simulados e revisaram conteúdos com as turmas ao longo do ano.
Por que existe uma segunda fase
A OBMEP é disputada em duas etapas. A primeira reúne o conjunto amplo de participantes e funciona como triagem: dela saem os classificados. A segunda é restrita a quem teve os melhores resultados e é ela que define os premiados da edição. Foi essa etapa que os capixabas fizeram no dia 25.
Um detalhe que o nome da competição esconde: ela não é exclusiva de escolas públicas. Os 1.122 classificados de escolas privadas no Espírito Santo mostram que a disputa também alcança a rede particular.
Medalhas, resultado em 22 de dezembro e o que vem depois
A prova encerrou a participação dos estudantes, mas não a edição. Os premiados recebem medalhas de ouro, prata e bronze, e o resultado estava previsto para 22 de dezembro.
Medalha, na OBMEP, não é só a peça de metal: o desempenho na segunda fase é o critério que abre a porta dos programas de iniciação científica, em que o estudante passa a estudar matemática de forma orientada, além do conteúdo da série em que está. É esse encadeamento que faz a olimpíada funcionar como porta de entrada, e não como evento de um sábado só.
PicMat: a preparação que começou em junho
No Espírito Santo, a preparação para a prova acontece dentro do Programa de Iniciação Científica de Matemática, o PicMat. Desde junho, mais de dois mil alunos do 6º ano ao Ensino Médio participaram de aulas de aprofundamento em polos espalhados pelo território estadual.
O programa é resultado de uma parceria entre Sedu, Fapes e a Coordenação Regional da OBMEP/ES. Na prática, ele tira o treino da conta exclusiva da escola e da hora de aula comum, oferecendo encontros específicos de resolução de problemas em nível de olimpíada, que costuma exigir raciocínio diferente do exercício de rotina.
Criada em 2005, presente em 99,9% dos municípios
A OBMEP foi criada em 2005 pelo IMPA. Nesta 20ª edição, a competição alcançou 99,9% dos municípios brasileiros e mais de 57 mil escolas, a maior cobertura de sua história.
Para quem tem filho ou aluno em idade escolar, o caminho é sempre o mesmo: a inscrição é feita pela escola, e não pela família. Quem quer disputar a próxima edição precisa acompanhar o calendário junto à direção ou à coordenação da própria escola, que é quem confirma a participação da turma.
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