MacBook de US$ 1 mil: Apple mira 90% do mercado que nunca conquistou

Primeiramente, vale destacar que a gigante de Cupertino nunca competiu no segmento de notebooks populares. De fato, com apenas 10% do mercado global de PCs, a empresa sempre priorizou margens elevadas em vez de volume. Agora, porém, tudo indica uma mudança radical de rota.

Segundo a Bloomberg News, a companhia estaria desenvolvendo um MacBook econômico com preço a partir de US$ 1 mil, ou seja, cerca de R$ 5,6 mil. O lançamento seria no primeiro semestre do próximo ano, mirando estudantes, pequenas empresas e usuários casuais.

Queda de 14,8% nas vendas de PCs força nova estratégia

O mercado global de computadores pessoais encolheu drasticamente em 2023, conforme dados da IDC. Consequentemente, a Apple precisa encontrar novos caminhos para crescer, especialmente após registrar queda de 3% na receita no último trimestre. Além disso, as vendas de iPhone desaceleram na China e na Europa.

Nesse sentido, um laptop acessível funcionaria como porta de entrada para o ecossistema completo da marca. Em outras palavras, o estudante que adquire um MacBook hoje poderá comprar iPhones e AirPods amanhã.

Chip do iPhone pode equipar o novo notebook barato

Os rumores apontam que o modelo utilizaria o processador A16 Bionic, o mesmo presente nos iPhones. Dessa forma, o desempenho seria comparável ao chip M1, utilizado nos MacBooks desde 2020. A tela seria LCD com menos de 13,6 polegadas, com componentes simplificados para reduzir custos.

Por outro lado, fabricantes como HP, Dell e Lenovo vendem notebooks entre US$ 400 e US$ 900. Em contraste, a Apple apostaria na percepção de valor premium, e não apenas em preço competitivo.

No Brasil, MacBook Air parte de quase R$ 13 mil

Certamente, o impacto seria significativo no mercado brasileiro. Atualmente, o MacBook Air custa a partir de R$ 12.999, podendo ultrapassar R$ 20 mil. Portanto, um modelo mais acessível teria potencial para popularizar o Mac como ferramenta de trabalho e educação.

Finalmente, mesmo sem confirmação oficial, o movimento revela uma empresa com avaliação de US$ 4 trilhões buscando escala onde antes só havia exclusividade. Assim sendo, a marca que sempre vendeu desejo de consumo agora quer conquistar também o desejo de acesso.

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