Primeiramente, a recondução de Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República gerou um embate acalorado entre senadores nesta quarta-feira (12). De fato, o placar de 45 votos favoráveis contra 26 contrários revelou uma Casa dividida sobre o desempenho do procurador-geral.
Dessa forma, Gonet superou a barreira dos 41 votos exigidos pela maioria absoluta e permanecerá no cargo por mais um biênio. Antes da sessão plenária, a Comissão de Constituição e Justiça já havia chancelado a indicação presidencial por 17 a 10, sob relatoria de Omar Aziz (PSD-AM).
Elogios e críticas marcaram a votação no plenário
Em contraste com os apoiadores, parlamentares da oposição não pouparam questionamentos. Jorge Seif (PL-SC), por exemplo, classificou a gestão como “apagada e subserviente”, alegando que o procurador só age quando há conveniência política. Por outro lado, Daniella Ribeiro (PP-PB) exaltou a trajetória de Gonet, destacando sua honradez e compromisso institucional.
Sabatina trouxe à tona os processos do 8 de janeiro
Certamente, o tema mais sensível durante a arguição na CCJ foram os desdobramentos dos atos antidemocráticos de janeiro de 2023. Nesse sentido, Gonet apresentou números expressivos: 715 condenações, 12 absolvições e outros 606 processos ainda em tramitação. Consequentemente, parte dos senadores reconheceu a eficiência da atuação ministerial.
Além disso, críticos levantaram dúvidas sobre a autonomia do procurador-geral em relação ao Supremo Tribunal Federal, questionando a condução de investigações politicamente delicadas.
Trajetória acadêmica e carreira de destaque
Paulo Gustavo Gonet Branco é formado em Direito pela Universidade de Brasília, com mestrado pela Universidade de Essex e doutorado pela própria UnB. Assim sendo, sua carreira inclui aprovações em primeiro lugar nos concursos para promotor do Ministério Público do Distrito Federal e procurador da República. Indicado pelo presidente Lula, ocupa o cargo desde dezembro de 2023.
Finalmente, a confirmação consolida a aposta do governo federal em continuidade institucional, ainda que sem unanimidade no Legislativo. Ou seja, Gonet seguirá liderando o Ministério Público sob vigilância constante de aliados e opositores.
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