Estudantes dos cursos técnicos de Logística e de Recursos Humanos do CEEFMTI José Leão Nunes, em Cariacica, criaram empresas fictícias e as defenderam diante de uma banca de convidados na Feira de Negócios 2025, realizada na escola no início de novembro. A atividade envolveu turmas dos 2º e 3º anos, orientadas pelos professores Carlos Henrique Knaak, Frank Wesley de Sousa Conceição e Kelly Cesária.
O tema que orientou cada projeto
Os trabalhos partiram do tema Inovação que Conecta: Tecnologia, Diversidade e Inclusão. Pela descrição da Sedu, a proposta era levar os estudantes a imaginar serviços alinhados às demandas de uma sociedade conectada, plural e comprometida com a equidade étnico-racial, e depois transformar a ideia em um projeto com começo, meio e fim.
As atividades também consideraram princípios da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), com estímulo ao respeito às identidades afro-brasileiras, indígenas e imigrantes. A intenção descrita pela secretaria era ligar a formação técnica ao papel da diversidade na construção de ambientes de trabalho mais justos e representativos.
Foram dois momentos, e não um só
Ao contrário do que uma feira escolar costuma sugerir, as empresas desenvolvidas não foram mostradas apenas em estandes. A apresentação teve duas etapas distintas.
- Banca no formato Shark Tank, com participação de convidados. É o desenho do programa de televisão de mesmo nome: quem propõe um negócio expõe a ideia a avaliadores, que perguntam e questionam a proposta.
- Feira de Negócios com estandes interativos, aberta à comunidade escolar e também ao público externo à escola.
Na etapa de banca, cada equipe precisou sustentar oralmente o que havia planejado. Na feira, o mesmo projeto teve de ser explicado a visitantes que chegavam sem contexto prévio — duas exigências diferentes sobre o mesmo trabalho.
O que os alunos percorreram até chegar ao estande
Segundo o relato da Sedu, os estudantes passaram por todas as etapas de um projeto empreendedor, da construção da ideia até a apresentação final. Os projetos deveriam resultar em propostas inovadoras, viáveis e socialmente responsáveis, aplicando os conhecimentos técnicos das duas áreas envolvidas: Logística e Recursos Humanos.
A sigla CEEFMTI, que aparece no nome da escola, corresponde a Centro Estadual de Ensino Fundamental e Médio em Tempo Integral. É uma unidade da rede estadual que reúne, na mesma trajetória escolar, o ensino médio e a formação técnica — o que explica por que turmas de ensino médio estavam montando planos de negócio.
A avaliação dos professores
De acordo com o professor Carlos Henrique Knaak, o objetivo era ir além de uma apresentação tradicional. Ele aponta o uso da metodologia CTSA, sigla de Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente, para promover o protagonismo estudantil e integrar teoria, prática e habilidades socioemocionais.
O professor Frank Wesley destacou que a feira reforça a importância da educação profissional e tecnológica para o desenvolvimento de competências alinhadas ao mercado. Já para a professora Kelly Cesária, o projeto representou a união entre inovação, diversidade e inclusão como pilares de uma formação transformadora.
O que foi relatado como resultado, e por quem
No balanço divulgado pela secretaria, a experiência teria contribuído para o desenvolvimento dos estudantes em competências como liderança, comunicação, organização, pensamento crítico e empatia, além de ampliar a reflexão sobre desigualdades sociais e raciais. Estudantes que participaram também avaliaram positivamente a atividade, relatando ganhos na formação profissional, no trabalho em equipe e na aplicação de conhecimentos de planejamento estratégico, comunicação e comportamento profissional.
Vale registrar o que o material não traz: não há prova, medição, nota, número de matrículas afetadas ou acompanhamento posterior que permita medir esses efeitos. O que está publicado é o balanço de quem organizou e de quem participou da atividade, logo depois que ela terminou.
Direto Notícias Imparcial, Transparente e Direto!