Escola de Cariacica faz I Feira Empreendedora de cursos técnicos — Direto Notícias

Escola de Cariacica faz I Feira Empreendedora de cursos técnicos

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio em Tempo Integral (EEEFMTI) Jesus Cristo Rei, em Cariacica, realizou a I Feira Empreendedora, evento em que estudantes dos cursos técnicos de Comércio e Logística montaram estandes e apresentaram ao público os produtos e serviços que desenvolveram ao longo do semestre. É a primeira edição da feira na escola.

A iniciativa foi organizada pela coordenadora dos cursos técnicos, professora Sheyla Passoni, com participação do coordenador de logística, professor Carlos de Sá. O objetivo declarado era promover o espírito empreendedor entre os estudantes, estimulando criatividade, inovação e protagonismo, e a feira acabou funcionando como vivência real de negociação e exposição de produtos.

Antes do estande, um semestre inteiro de decisões

A feira foi a última etapa de um percurso que começou muito antes do dia da exposição. Segundo a escola, os estudantes percorreram todo o processo empreendedor, da ideação à apresentação final, passando por pesquisa de mercado, criação, produção, logística interna e externa, organização dos estandes e interação com o público.

Na prática, isso significa uma sequência de decisões que raramente aparece numa prova. Antes de produzir qualquer coisa, é preciso descobrir se alguém quer aquilo — é o papel da pesquisa de mercado, que consulta o possível comprador em vez de supor o que ele deseja. Depois vem a produção, e com ela a conta que decide se o negócio para de pé.

Formação de preço e logística: o que esses termos querem dizer

Entre as competências trabalhadas na feira estão planejamento, comunicação, atendimento ao cliente, formação de preço, marketing e organização logística. Dois desses termos costumam passar batido em texto escolar e são justamente os que mais pesam num estande.

  • Formação de preço é o cálculo que parte de tudo o que foi gasto para fazer o produto — material, embalagem, transporte, tempo de trabalho — e só então define quanto cobrar. Quando o preço é definido sem essa conta, ele pode acabar menor do que o próprio custo de produção.
  • Logística interna e externa separa duas coisas diferentes: organizar o que circula dentro do próprio espaço, do estoque ao balcão, e garantir que o produto chegue até ali, com prazo, transporte e responsável definidos.

A escola também aponta o desenvolvimento de pensamento crítico, tomada de decisão, trabalho em equipe e resolução de problemas, com a avaliação de que a atividade consolidou os conteúdos estudados ao longo do curso.

Famílias e visitantes dentro do estande

O diferencial apontado pela escola foi a presença da comunidade escolar. Professores, familiares e visitantes circularam entre os estandes, conheceram os projetos e conversaram com os grupos, o que deu visibilidade às produções feitas ao longo do ano e aproximou as famílias dos cursos técnicos oferecidos na unidade.

Para a coordenadora dos cursos técnicos, a feira marca uma virada para essa etapa da formação:

A I Feira Empreendedora representou um marco para os nossos cursos técnicos. Ver os alunos colocando em prática tudo o que aprenderam com criatividade, autonomia e responsabilidade reforça a importância de experiências que aproximem a escola do mundo do trabalho. Ficamos extremamente orgulhosos do empenho, da inovação e da maturidade apresentados por cada grupo.

A avaliação é da professora Sheyla Passoni, que organizou o evento.

O coordenador de logística destacou o efeito da plateia sobre os próprios estudantes:

Na minha visão, a participação das famílias e da comunidade escolar tornou este momento ainda mais especial, fortalecendo o protagonismo dos estudantes e valorizando o ensino técnico.

A observação é do professor Carlos de Sá.

Sala de aula fora dos muros da escola

A feira se encaixa numa linha de atividades em que a escola pública de Cariacica leva o conteúdo para fora do caderno. No mesmo município, estudantes já trocaram a sala de aula por uma aula de campo na Ufes, em outra atividade que tirou a turma do prédio da escola.

Segundo a escola, a feira aproximou os alunos dos desafios presentes no mundo do trabalho: no mesmo dia, cada grupo precisou expor o produto, atender quem chegava ao estande e responder por decisões tomadas ao longo do semestre. O material divulgado não informa quantos estandes foram montados, quantos estudantes participaram nem se houve venda com dinheiro no evento.

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