Defesa e três empresas discutem modelo de venda entre governos — Direto Notícias

Defesa e três empresas discutem modelo de venda entre governos

O Ministério da Defesa reuniu-se em Brasília, nesta quinta-feira (25), com representantes de três empresas — Alada, Emgepron e Imbel — para estruturar um modelo de comercialização entre governos. O encontro foi organizado pela Secretaria de Produtos de Defesa e teve como foco a implementação do Comércio Governo a Governo (G2G). O material divulgado não informa contrato fechado, volume de vendas nem país comprador: o que existe até aqui é a construção do modelo.

Reunião de trabalho, memorando ainda em elaboração

O encontro serviu para ouvir as empresas e alinhar os próximos passos. O Secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, afirmou que as companhias apresentaram sugestões para a execução do modelo e que um memorando de entendimento está sendo elaborado para permitir a atuação governamental nas transações internacionais.

Vale entender o estágio: um memorando de entendimento é o documento em que as partes registram por escrito o que combinaram e como pretendem atuar. Ele organiza a relação e distribui papéis — não é a venda em si, nem o contrato que formaliza uma venda. Enquanto o texto estiver em elaboração, nada foi assinado e nada produz efeito para as empresas ou para eventuais compradores.

No formato em discussão, o próprio Estado poderá preparar e conduzir as operações comerciais, já que as empresas possuem autorização estatutária para esse tipo de negociação — ou seja, a permissão já consta das normas que regem cada uma delas, sem necessidade de criar uma autorização nova para isso.

Países demonstraram interesse; quais, não foi informado

Segundo o Ministério da Defesa, diversos países demonstraram interesse em firmar relações comerciais diretamente com o governo brasileiro. As discussões trataram de ações conjuntas para viabilizar o modelo e de negociações já em andamento envolvendo empresas da Base Industrial de Defesa. Quais são esses países, em que estágio estão as conversas e sobre quais produtos elas versam não foram informados.

As três empresas chamadas à mesa

  • Alada — atua em projetos aeroespaciais.
  • Emgepron — gerencia iniciativas navais militares.
  • Imbel — fabrica armamentos para as Forças Armadas e para forças policiais.

As três cobrem frentes distintas da produção nacional: ar, mar e armamento.

Feiras e encontros do setor como vitrine

Também foi discutida a participação dessas companhias em eventos promovidos pela Abimde e pelo Simde. Feiras e encontros setoriais funcionam como vitrine para apresentar o formato comercial a potenciais compradores estrangeiros. Datas, locais e quais eventos entram nessa agenda não foram divulgados.

A aproximação com compradores estrangeiros não começou nesta reunião: em ocasião anterior, o Ministério da Defesa já havia promovido um evento em Brasília voltado às exportações da indústria de defesa — outro encontro, com pauta própria, que não se confunde com a reunião descrita aqui.

Quem participou do encontro

Além do Secretário de Produtos de Defesa, estiveram presentes o Secretário-Geral Adjunto Miguel Ragone de Matos, os presidentes das empresas e a Consultora Jurídica do Ministério.

O que já vale hoje

Pelo que foi divulgado, o estágio é de estruturação: reunião realizada, sugestões colhidas das empresas e memorando de entendimento em elaboração. Não há, no material, contrato assinado, valor, volume, prazo de vigência nem destino das eventuais vendas. O G2G, portanto, é um modelo em construção — e não uma exportação já realizada.

Fonte: Ministério da Defesa

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