Uma experiência pedagógica inovadora surpreendeu estudantes do Ensino Médio em Guarapari, no Espírito Santo. Primeiramente, a proposta desafiou jovens a debaterem um dos temas mais polêmicos da atualidade: a possibilidade de o Brasil desenvolver armamento nuclear. De fato, o resultado superou todas as expectativas da comunidade escolar.
A dinâmica aconteceu na EEEFM Angélica Paixão e foi idealizada pelo professor de Biologia Saulo Nunes Santa Clara. Nesse sentido, os participantes assumiram papéis de advogados, jurados e representantes civis, reproduzindo fielmente a estrutura de um tribunal real.
Pesquisa interdisciplinar enriqueceu a preparação
Antes do debate, os estudantes mergulharam em investigações que cruzaram diversas disciplinas. Além disso, conteúdos de Física, História, Geografia, Sociologia e Biologia foram integrados para fundamentar os argumentos. Dessa forma, temas como sustentabilidade, impactos ambientais da radiação e dilemas éticos ganharam profundidade analítica.
Consequentemente, a atividade cumpriu as diretrizes de interdisciplinaridade previstas no Currículo da Rede Estadual. Por outro lado, o protagonismo juvenil se manifestou na autonomia com que cada grupo construiu suas teses de defesa e acusação.
Professor destaca conexão entre ciência e política
Segundo o professor Saulo, a vivência proporcionou aprendizagem significativa. “Os estudantes compreenderam como decisões políticas são influenciadas pela ciência e tecnologia. Certamente, refletir sobre rejeitos nucleares reforçou o compromisso com a ética científica”, afirmou.
Estudantes relatam transformação pessoal marcante
Ana Alice Amorim Favoreto, da 3ª série de Humanidades, revelou que o júri simulado fortaleceu sua autoconfiança. “Superei o medo de falar em público e aprimorei minha argumentação. Sem dúvida, foi uma oportunidade de crescimento pessoal”, declarou.
Já Manuela Almeida de Lima, da turma de Mídias Digitais, descobriu sua vocação profissional. Ou seja, a experiência a inspirou a seguir carreira no Direito. “Discutir um tema tão relevante despertou meu desejo de aprofundar estudos sobre ética e sociedade”, completou.
Assim sendo, iniciativas como essa comprovam que práticas democráticas dentro da sala de aula formam cidadãos mais críticos e preparados para os desafios contemporâneos. Finalmente, o projeto reafirma que a educação pública capixaba pode ser espaço de transformação genuína.
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