Plantação de café em Minas Gerais sob céu tempestuoso com risco de granizo

Granizo e temporais ameaçam cafezais de Minas Gerais nesta semana

Plantação de café em Minas Gerais sob céu tempestuoso com risco de granizo
Reprodução/noticiasagricolas.com.br

A formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil entre os dias 30 e 31, combinada ao avanço de uma frente fria em direção ao Sudeste, coloca em alerta os produtores de café de Minas Gerais. A chegada do sistema na terça-feira (1º) deve trazer chuvas intensas, ventos fortes e risco de granizo exatamente no período em que as lavouras atravessam a fase crítica de colheita e secagem dos grãos.

O meteorologista Francisco de Assis alerta que o estado enfrenta condições propícias para a queda de granizo: “Pode ter também as condições de queda de granizo ali em Minas Gerais novamente, principalmente no café de Minas, pode ter condição de queda de granizo também na terça-feira.” Além disso, São Paulo e o Rio de Janeiro também devem registrar chuva e ventos fortes com a passagem do sistema.

Distribuição da chuva nas áreas produtoras de café de Minas Gerais

O modelo Global Forecast System (GFS), com previsão válida entre 26 de agosto e 11 de setembro de 2026, aponta acumulados expressivos em diversas regiões cafeeiras do Sudeste. Em Minas Gerais, o Sul de Minas e a Serra da Mantiqueira devem concentrar os maiores volumes. Por outro lado, o Cerrado Mineiro deve ter distribuição irregular, com menores acumulados no setor norte e volumes mais significativos nas áreas central, sul e sudoeste.

Nas Matas de Minas, a precipitação também deve variar espacialmente, com tendência de maior concentração no setor sul. Já na região da Chapada, o Inmet prevê predominância de pouca ou nenhuma chuva. Em São Paulo, a previsão indica precipitações entre 40 e 80 milímetros nas regiões da Alta Mogiana, Região do Pinhal e Mogiana, com volumes acima de 100 milímetros apenas em pontos isolados do litoral norte.

Impacto da umidade sobre a qualidade dos grãos

Nas áreas atingidas pela chuva, o principal risco recai sobre a interrupção da secagem e a permanência de frutos maduros expostos à umidade. Consequentemente, lotes já em processo de secagem que sofrerem molhamento ficam sujeitos a fermentações indesejadas, o que compromete diretamente a qualidade da bebida.

Dessa forma, os produtores de café de Minas Gerais precisam redobrar a atenção ao planejamento das operações de colheita, transporte e secagem. Nesse sentido, o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas se torna essencial nos próximos dias para reduzir perdas e preservar a qualidade dos grãos nas lavouras afetadas pelo sistema.

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