O uso das telas e a educação dos filhos.

A todo momento novas tecnologias surgem e agregam mais e mais ao nosso conhecimento e a maneira de levar o conhecimento, é difícil imaginar a dificuldade que seria sem os meios digitais para o sistema educacional enfrentar esse momento crítico que estamos passando.

Como pai e professor me questiono muito de qual a melhor maneira para conciliar o uso da tecnologia, principalmente das telas, com a educação dos filhos, aqui vou focar nos pequenos, segundo um guia lançado recentemente pela sociedade brasileira de pediatria, quanto menos melhor, o documento orienta que é de suma importância a não exposição as telas nos primeiros 1000 dias, ou seja, até passar dos 3 anos. Estamos falando de um período importantíssimo para o desenvolvimento final de alguns órgãos que continuam a se formar após o nascimento, como o caso dos órgãos relacionados a visão.

De maneira ainda mais profunda todo o sistema gnosiológico da criança se forma nesse período, e as telas tem uma influência muito mais negativa do que positiva, quando a criança e exposta as telas ela não consegue diferenciar totalmente isso da realidade em que vive; ex. uma criança que joga um jogo de montar blocos em 2D, ao contrário do que se imagina ela tem mais dificuldade de brincar com jogos reais do que as crianças que não foram expostas, pois a tela atrapalhou na sua construção de profundidade.

É totalmente impossível falar desse tema e não tocar no conteúdo moral das coisas que nossos filhos estão sendo bombardeados a todo momento, esse mesmo estudo da SBP mostra que o número de crianças abaixo de 10 anos que tiveram acesso a conteúdo como: suicídio, mutilação, pornografia e violência, e assustador.

Segue abaixo algumas orientações básicas extraídas diretamente desse manual:

  • Evitar a exposição de crianças menores de 2 anos às telas, sem necessidade (nem passivamente!)
  • Crianças com idades entre 2 e 5 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1 hora/dia, sempre com supervisão de pais/cuidadores/ responsáveis.
  • Crianças com idades entre 6 e 10 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1-2 horas/dia, sempre com supervisão de pais/responsáveis.
  • Adolescentes com idades entre 11 e 18 anos, limitar o tempo de telas e jogos de videogames a 2-3 horas/dia, e nunca deixar “virar a noite” jogando.
  • Não permitir que as crianças e adolescentes fiquem isolados nos quartos com televisão, computador, tablet, celular, smartphones ou com uso de webcam; estimular o uso nos locais comuns da casa.
  • Para todas as idades: nada de telas durante as refeições e desconectar 1-2 horas antes de dormir.
  • Oferecer alternativas para atividades esportivas, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza, sempre com supervisão responsável.

Vale lembrar que a educação dos filhos é papel principal dos pais, e exclusivamente esses tem o direito de regulamentar o conteúdo em que seus filhos são expostos, as escolas e professores devem agir de maneira auxiliar, sendo assim colaboradores na educação das crianças, a ausência dos pais na vida escolar e um fator comum em crianças que usam de maneira desordenada as redes. Fica como conselho de um pai, a maior presença e conhecimento de tudo que nossos filhos fazem, recebem e compartilham todos os dias.

Sobre Carlos Bruschi

Filósofo Licenciado Pós Graduado em Direitos Humanos e Política Étnico-Raciais.

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