Polishop: Venda de Franquias pode ser a Salvação?

Polishop: Venda de Franquias pode ser a Salvação?

                    Polishop: Venda de Franquias pode ser a Salvação? Empresa de varejo teve pedido de tutela antecipado pelo TJ-SP; atualmente, está em processo de reestruturação…
A Polishop, uma conhecida empresa de varejo, está atualmente passando por um processo de reestruturação e luta para lidar com dívidas que ultrapassam os R$ 400 milhões. Recentemente, a empresa conseguiu uma tutela antecipada concedida pelo juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial do TJ-SP. Essa decisão permite que a Polishop evite execuções, despejos de lojas e outras consequências antes de entrar definitivamente com o pedido de recuperação judicial.

A empresa argumentou que não possuía todos os documentos necessários para oficializar o pedido de recuperação judicial. No entanto, o juiz considerou o argumento plausível e concedeu a tutela para antecipar os efeitos da recuperação judicial. Grande parte das dívidas da empresa são referentes a aluguéis não pagos em lojas localizadas em shoppings centers, além de dívidas trabalhistas.

Uma das estratégias de reestruturação da Polishop, liderada pelo empresário João Appolinário, é a venda de franquias da marca. Mas será que essa iniciativa pode realmente evitar uma recuperação judicial? Marcelo Godke, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Empresarial, acredita que ainda é cedo para afirmar se essa é uma estratégia eficaz para evitar a recuperação judicial, embora seja, sem dúvida, uma estratégia empresarial plausível.

Venda de Franquias

“A venda de franquias pode gerar receita, pois quando se vende uma franquia, é cobrada uma taxa, depois são cobrados fees, remunerações para implantar a franquia, etc. Isso pode ajudar a expandir rapidamente a rede de lojas sem que a própria empresa tenha que fazer um investimento direto. No entanto, só podemos afirmar com certeza que é uma estratégia empresarial. Não podemos afirmar se é no âmbito da própria recuperação ou não”, explica Godke.

Segundo Godke, a franquia é uma metodologia de expansão de rede, de cadeia de distribuição, que requer um investimento relativamente baixo e, por outro lado, gera receita. “Digamos, hipoteticamente, que custe um milhão de reais para abrir uma loja dentro de um shopping center, em média. Em vez da Polishop ter que investir um milhão de reais para abrir cada loja, ela investe em franquia, cobrando uma taxa ao franqueado que, por sua vez, vai arcar com o custo de alugar a loja, fazer reforma, comprar estoque, contratar funcionário, entre outras atribuições”, pontua.

Dessa forma, mesmo que a empresa acabe pedindo recuperação judicial, ela consegue se recuperar gerando receita de alguma outra maneira, que não seja diretamente por venda de produtos. “A lei de falência e recuperação prevê uma série de possibilidades para que a empresa se recupere. Por exemplo, fechar estabelecimentos, fazer o haircut da dívida, postergar a dívida, tomar empréstimo, buscar investidores que capitalizem a sociedade”, ressalta o advogado.

Fonte: Marcelo Godke, especialista em Direito Empresarial e Integridade Corporativa

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