A EEEFM Governador Lindenberg, em Barra de São Francisco, reuniu turmas do Pipat, da EJA e do Neeja em uma ação do Outubro Rosa sobre câncer de mama. O encontro teve o tema “Câncer de Mama: informação e prevenção salvam vidas” e contou com palestra da psicóloga Poliane Sotta.
O ponto que mais surpreendeu na palestra
A psicóloga destacou a importância da detecção precoce, do autocuidado e do apoio emocional durante o tratamento — e reforçou que o câncer de mama também pode atingir os homens, ainda que em menor proporção.
É a informação que costuma faltar nas campanhas. Justamente por ser pouco associado ao público masculino, o diagnóstico em homens tende a chegar em estágio mais avançado: o nódulo é percebido tarde porque ninguém está procurando por ele.
Por que a escolha das turmas importa
A ação uniu três públicos distintos: o Projeto Integrador de Pesquisa e Articulação com o Território (Pipat), a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Neeja).
EJA e Neeja atendem majoritariamente pessoas adultas, muitas delas já na faixa etária em que o rastreamento do câncer de mama é recomendado. Levar a informação a essas turmas não é conscientização abstrata sobre o futuro — é orientação para agora.
A condução foi das professoras Fernanda Teixeira Acerbi Pereira, do Pipat, e Fabiane de Souza Correa, de Biologia e Ciências.
Escuta antes de palestra
Durante a atividade, os estudantes participaram de um momento de escuta e diálogo, em que compartilharam dúvidas e reflexões sobre prevenção e saúde mental. O formato importa: dúvida sobre saúde raramente aparece em auditório calado, e quase sempre aparece quando alguém da própria turma pergunta primeiro.
“Esse tipo de ação desperta nos estudantes a importância do cuidado com a vida e do olhar solidário para o outro. É essencial que a escola seja também um espaço de acolhimento e de promoção da saúde.”
A avaliação é da pedagoga Vanderléa Rodrigues Dias.
Onde fazer o exame
A mamografia é oferecida pelo SUS e o encaminhamento começa na unidade básica de saúde do município. Além do exame de imagem, vale conhecer o próprio corpo e procurar atendimento diante de nódulo, alteração na pele da mama, secreção no mamilo ou mudança de formato — sinais que valem para homens e mulheres.
O acesso vem sendo ampliado na legislação: o Congresso aprovou mamografia pelo SUS a partir dos 40 anos.
Direto Notícias Imparcial, Transparente e Direto!