VMX 2026 reforça protagonismo global da Medicina Veterinária e amplia conexões internacionais – Portal

VMX 2026 reforça protagonismo global da Medicina Veterinária e amplia conexões internacionais – Portal

De 17 a 21 de janeiro, a cidade de Orlando (FL), nos Estados Unidos, reuniu médicos-veterinários de todo o mundo para uma verdadeira imersão nos temas mais atuais da Medicina Veterinária. 

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A Veterinary Meeting & Expo (VMX) 2026, consagrada como a maior feira do setor no globo, existe há 46 anos e nesta edição contou com uma programação científica, que ofereceu mais de 1.000 horas de educação continuada, entre palestras in loco e virtuais. 

Simultaneamente aos conteúdos técnicos, os cerca de 29 mil participantes puderam conferir a VMX Expo Hall, um espaço com expositores do ramo veterinário apresentando seus principais produtos e lançamentos. Mais do que conhecer as novidades, a Expo Hall se consagrou como uma área para troca de experiências e networking.   

“Neste ano, tivemos o maior pavilhão de exposições já realizado, aumento no número de palestrantes, adição de um lounge virtual de aprendizagem, inclusão de três teatros de aprendizagem e abertura antecipada da área de exposição. Também fizemos a adição de um palestrante principal de encerramento, implementamos o aprendizado híbrido e criamos o “Birds of a Feather” — um conceito destinado a conectar participantes com outros profissionais para troca de melhores práticas, mentoria e networking”, contou Joe Sorrentino, chief events officer da North America North American Veterinary Community (NAVC), instituição que organiza o evento.

Outra novidade da VMX 2026 foi a presença do ator John Travolta, que participou da cerimônia de abertura, dando um toque a mais de animação aos participantes.  

Programação científica 

Diferentemente de muitos congressos, o evento não teve como foco apenas conteúdos pertinentes a clínica médica e cirurgia de pequenos e grandes animais. 

Sua grade de palestras foi além do que muitos profissionais estão acostumados e contou com discussões a respeito da Medicina Veterinária de animais silvestres e exóticos, assuntos que envolvem a gestão de clínicas de veterinárias e a atuação dos profissionais durante a rotina de trabalho.

“Temos um comitê de programação composto por especialistas do setor, que trabalha em estreita colaboração com a Diretora Veterinária da NAVC, Dana Varble e sua equipe, para selecionar os temas das sessões e workshops”, explicou Sorrentino.  

Com isso, dentre os temas abordados neste ano estiveram inteligência virtual e telemedicina, marketing para clínicas e hospitais e até como lidar com impasses entre a equipe médica veterinária. 

Durante os cinco dias de evento, a Cães&Gatos acompanhou de perto a programação científica e trouxe um resumo dos principais conteúdos e palestrantes. 

Dilemas éticos 

A Medicina Veterinária está mudando, o que exige dos médicos-veterinários a necessidade de atualização constante, inclusive no que diz respeito à ética profissional. 

Dois temas abordados na VMX 2026 envolvem justamente essas questões: o emprego da telemedicina na prática clínica e a eutanásia nos animais de companhia.

A telemedicina veterinária está em franca expansão no mundo e, para discutir todos os seus aspectos, a médica-veterinária e docente de telemedicina na Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Universidade Texas A&M, Lori Teller, trouxe as vantagens, desvantagens e aplicabilidades da ferramenta. 

Segundo Teller, o maior risco da telemedicina é a falha ou atraso no diagnóstico. Mas existem outras preocupações, como equidade e acessibilidade; prescrição excessiva ou inadequada de medicamentos (especialmente antibióticos e analgésicos); falha na continuidade do cuidado; e confiabilidade da tecnologia, visto que nem todos têm acesso à internet estável. 

Por outro lado, entre os benefícios apontados estiveram apoio à distância em surtos de doenças; possibilidade de triagem adequada; redução da sobrecarga de clínicas de emergência; acompanhamento de doenças crônicas; monitoramento remoto de animais de produção; e redução da ansiedade do responsável pelo paciente.

Muitos princípios relacionados a ética utilizados na telemedicina veterinária foram adaptados da Medicina Humana. Os principais são:

  • Autonomia: direito de escolha e consentimento;
  • Beneficência: agir sempre no melhor interesse do paciente;
  • Não maleficência: não causar dano ao paciente e nem à sociedade;
  • Justiça distributiva: equidade no acesso e uso dos recursos.

Já a discussão sobre eutanásia foi ministrada por Kathleen Cooney, médica-veterinária que há cerca de duas décadas atua exclusivamente no setor de cuidados paliativos e eutanásia.

De acordo com a profissional, os dilemas éticos relacionados a eutanásia surgem quando é solicitado ao médico-veterinário a realização — ou a não realização — de algo que contraria seus valores, princípios ou julgamento clínico. Isso pode acontecer em casos de eutanásia considerada precoce e manutenção de tratamentos que prolongam o sofrimento do paciente, por exemplo.

Para tentar minimizar ao máximo os embates podem ser empregados os 14 componentes essenciais da eutanásia, desenvolvidos por Kathleen Cooney para a Companion Animal Euthanasia Training Academy (CAETA). 

Além disso, a decisão pela eutanásia não deve ser tomada apenas pelo responsável ou o profissional que está acompanhando o caso. Pelo contrário, ao optar pela sua realização deve ser levada em consideração todas as partes envolvidas, desde o paciente até os seus familiares, cuidadores e o próprio médico-veterinário. 

Incontinência urinária em destaque  

A programação científica da VMX 2026 contou com diferentes palestras abordando as afecções do sistema urinário de cães e gatos. 

O manejo da incontinência urinária foi um dos temas abordados por Laura A., médica-veterinária certificada em Small Animal Internal Medicina pela University of Missouri. 

Essa condição pode ter diferentes causas, sendo considerada desafiadora para médicos-veterinários e responsáveis. 

Dentre os principais distúrbios associados estão os relacionados a fase de esvaziamento e desencadeados por alterações que levam a retenção de urina, fazendo com que o animal não esvazie completamente a vesícula urinária durante a micção. 

Além disso, existem fatores anatômicos que podem levar a incontinência. Laura comentou que, geralmente, os animais com a condição possuem uretra relativamente curta e bexiga em posição mais caudal, sendo a afecção mais comum em fêmeas do que em machos.

“Para que um paciente seja continente, ele precisa ter boa complacência vesical, tônus uretral adequado, anatomia normal dos ureteres (sem ureter ectópico) e controle neurológico normal da bexiga e da uretra. Se a pressão intravesical superar a pressão uretral, ocorre a micção — o que é normal quando o animal decide urinar. Porém, há fatores que fogem ao controle consciente, especialmente quando existem anomalias anatômicas”, explicou.

A partir do diagnóstico deve ser estabelecida a terapia, existindo algumas possibilidades de tratamento, especialmente para animais com Incompetência do Mecanismo do Esfíncter Uretral Canino (USMI). 

A primeira escolha é o tratamento medicamentoso, que tem como foco aumentar o tônus uretral. Dois fármacos são recomendados: fenilpropanolamina e/ou estrogênios. Ambos podem ser administrados juntos ou separados e seu efeito máximo leva até 40 dias para ser visualizado. 

Se não houver resposta adequada, estão disponíveis técnicas cirúrgicas, como a aplicação de injeções de colágeno através da cistoscopia para diminuir os “escapes de urina”, e a inserção de um esfíncter uretral, alternativa mais realizada em animais jovens. 

Confira o artigo completo “VMX 2026: Cães&Gatos alçando voos internacionais“, na íntegra e sem custo, acessando a página 54 da edição de fevereiro (nº 318) da Revista Cães e Gatos.

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