
O Conselho de Administração da Vale decidiu estender o contrato do CEO Eduardo Bartolomeo até dezembro de 2024, após o seu mandato originalmente programado para maio. A decisão foi tomada em meio a especulações sobre o processo de sucessão, levantando preocupações sobre possíveis indicações predefinidas.
A tentativa do governo Lula de inserir o ex-ministro Guido Mantega, que já foi investigado nos escândalos de corrupção durante os governos do PT, como presidente da Vale e membro do Conselho de Administração gerou divisões entre os acionistas. A pressão pela saída de Bartolomeo foi apoiada pela Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil controlado pelo governo Lula.
Enquanto a questão da sucessão continua em aberto, com nomes como Walter Schalka da Suzano e Paulo Caffarelli sendo cotados para a presidência, a instabilidade na Vale levou o BTG Pactual a reduzir sua recomendação de compra de ações da empresa para “neutra”.
A turbulência na sucessão e as questões operacionais enfrentadas pela Vale no Pará contribuíram para a queda das ações da empresa neste ano. As interrupções operacionais e as questões ambientais destacam desafios contínuos para a mineradora, enquanto a incerteza sobre a direção futura da empresa persiste entre os membros do Conselho de Administração.
fonte: Terça Livre