Primeiramente, é preciso reconhecer que as aves conquistaram um espaço significativo nos lares brasileiros. De fato, esses animais coloridos e comunicativos encantam pela personalidade marcante. Porém, adotar um pet alado exige preparo, conhecimento e responsabilidade legal.
Certamente, muitos tutores desconhecem que nem toda ave criada em casa é considerada doméstica. Nesse sentido, compreender as diferenças entre espécies domésticas, silvestres e exóticas é o ponto de partida para uma criação consciente e dentro da lei.
Entenda a classificação legal de cada espécie
Aves domésticas, como galinhas e periquitos-australianos, passaram por gerações de domesticação. Por outro lado, espécies silvestres — papagaios, araras e tucanos — pertencem à fauna brasileira nativa. Consequentemente, sua comercialização exige registro no SISFAUNA do IBAMA, nota fiscal e anilha individual. Já espécies exóticas, como cacatuas e ringnecks, também necessitam de documentação obrigatória.
Ambiente seguro é prioridade absoluta para aves
Em outras palavras, o espaço precisa ser ventilado, tranquilo e livre de substâncias tóxicas. Por exemplo, fumaça de teflon aquecido, perfumes e incensos provocam intoxicações graves. Além disso, a temperatura ideal deve permanecer entre 20°C e 30°C, com boa iluminação natural.
Alimentação equilibrada previne doenças graves
A base nutricional deve ser ração extrusada específica, complementada com legumes e pequenas porções de frutas. Dessa forma, evite chocolate, abacate, café e alimentos gordurosos. Assim sendo, consultar um veterinário especializado garante a dieta adequada para cada espécie.
Higiene diária e estímulos comportamentais
Sem dúvida, trocar água e alimentos diariamente é indispensável. A limpeza do viveiro deve utilizar produtos neutros. Portanto, ofereça brinquedos, galhos naturais e atividades de forrageamento para prevenir estresse e automutilação.
Viveiro amplo evita problemas físicos e emocionais
A Instrução Normativa IBAMA nº 7/2015 determina dimensões mínimas que permitam voo e abertura total das asas. Isto é, gaiolas estreitas comprometem gravemente a saúde. Poleiros de lixa causam calosidades, enquanto materiais galvanizados provocam intoxicação por zinco.
Fique atento aos sinais silenciosos de doença
As aves mascaram sintomas naturalmente. Portanto, penas arrepiadas, apatia, alterações nas fezes ou respiração difícil exigem atendimento veterinário imediato. Finalmente, lembre-se: algumas espécies vivem mais de 40 anos, ou seja, adotar uma ave é um compromisso duradouro que demanda planejamento sério.
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