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A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Hildebrando Lucas, localizada em Vitória, realizou uma ação social de captação e efetivação de matrículas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). A iniciativa teve como objetivo ampliar o acesso à informação e ao atendimento, levando o procedimento de matrícula ao local onde o público atendido já se encontra, aproximando a escola de sujeitos que, muitas vezes, vivenciam interrupções no percurso escolar.
Com o tema “Escola além dos muros: a presença da EJA no Centro POP como resgate de dignidade e cidadania”, a atividade integrou o Projeto de Integração, Pesquisa e Articulação com o Território (Pipat). Para viabilizar o atendimento no próprio espaço do Centro POP, a escola contou com a presença da secretaria escolar, o que permitiu realizar as matrículas durante a ação.
A proposta foi dialogar com princípios de educação que reconhecem trajetórias de vida e buscam enfrentar obstáculos que dificultam a retomada dos estudos, especialmente no caso de pessoas em situação de rua. Entre os resultados observados, a escola aponta o fortalecimento de vínculos e o incentivo à continuidade dos estudos, reforçando a educação como direito e como possibilidade concreta de reconstrução de projetos de vida.
O professor de Geografia Tiago Vieira destacou a perspectiva territorial da iniciativa: “Trabalhar a Geografia e a integração com o território através do Pipat é entender que a cidade é nossa maior sala de aula. Inspirados por Paulo Freire, não fomos apenas oferecer vagas, fomos reconhecer histórias. Ao quebrar as barreiras da ‘invisibilidade institucional’, mostramos que a escola pública deve ser uma presença viva, capaz de caminhar ao lado de quem a vida muitas vezes tentou silenciar.”
Já a professora de Sociologia Robertha da Silva Dal Berto ressaltou o caráter inclusivo da ação: “Como professora de Sociologia, entendo que a escola só cumpre seu papel quando se torna um instrumento de desnaturalização das exclusões. Nossa ação foi um exercício prático de Sociologia aplicada: fomos ao encontro de sujeitos cujas trajetórias são marcadas por rupturas e invisibilizações, oferecendo não apenas uma vaga escolar, mas o reconhecimento de sua cidadania.”
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