
Hoje, 24 de agosto, é o Dia da Infância, data criada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância para promover reflexão sobre as condições em que vivem as crianças no mundo inteiro. No Brasil, não existe lei federal instituindo essa data específica.
O que se comemora no Dia da Infância
Segundo a Câmara dos Deputados, o Dia da Infância foi criado pelo Unicef para chamar atenção às condições de vida das crianças em todo o mundo. É uma data de reflexão, não de festa: o objetivo declarado é colocar em pauta como as crianças vivem, e não apenas celebrar a infância em si.
No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente considera criança a pessoa de até 12 anos, faixa que dá contorno legal a quem a data pretende colocar no centro da discussão.
É importante não confundir a data internacional criada pelo Unicef com uma norma brasileira específica: são coisas de natureza diferente, ainda que tratem do mesmo público. Uma é gesto de calendário voltado à reflexão global; a outra, quando existe, tem força de lei e efeito prático sobre política pública.
A origem apurada da data
A origem do Dia da Infância remonta à criação do próprio Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, responsável por instituir a data segundo o registro da Câmara dos Deputados. A casa legislativa já marcou a data de forma simbólica: o Congresso Nacional iluminou o Palácio de verde para marcar o Dia da Infância.
Essa iluminação é um gesto institucional, não uma exigência legal — não há norma determinando o ato, que funciona como forma de dar visibilidade à data dentro do próprio Congresso.
O que diz a lei sobre o Dia da Infância
Não há lei federal instituindo o Dia da Infância em 24 de agosto. A Câmara dos Deputados informa expressamente que a data foi criada pelo Unicef, e nenhuma norma brasileira instituindo essa efeméride nessa data foi localizada nas bases oficiais consultadas.
O que existe em lei, e que a própria Câmara associa ao tema, é o Marco Legal da Primeira Infância, a Lei nº 13.257, de 2016. Essa norma não cria o Dia da Infância — ela trata de política pública, reconhecendo os primeiros mil dias de vida, que somam a gestação e os dois primeiros anos, como janela decisiva do desenvolvimento infantil.
Como a data é marcada hoje
Sem lei federal criando a data, a marcação do Dia da Infância no Brasil segue o caminho institucional descrito pela própria Câmara dos Deputados: gestos simbólicos, como a iluminação verde do Palácio do Congresso Nacional, e a associação da data ao debate sobre políticas para a primeira infância, hoje amparadas pelo Marco Legal de 2016.
Esse Marco Legal da Primeira Infância não substitui a ausência de uma lei específica sobre o Dia da Infância, mas dá ao debate proposto pelo Unicef um respaldo concreto em política pública brasileira, voltado aos primeiros anos de vida da criança.
Essa distinção ajuda a entender por que a ausência de lei específica sobre o Dia da Infância não significa vazio jurídico em torno do tema. O Marco Legal da Primeira Infância mostra que o Brasil tem norma tratando de política para a infância — só que organizada em torno de uma faixa etária concreta, os primeiros anos de vida, e não em torno de uma data de calendário.
Em resumo, o Dia da Infância não tem lei federal brasileira, mas tem origem clara: foi criado pelo Unicef para provocar reflexão sobre as condições de vida das crianças no mundo. No Brasil, quem ocupa esse espaço em lei é o Marco Legal da Primeira Infância, de 2016 — norma diferente, mas que conversa com o mesmo propósito de colocar a infância no centro da política pública.
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