7 Fatos Cruciais Sobre Lúpus em Cães e Gatos

Primeiramente, imagine uma doença capaz de imitar dezenas de outras enfermidades, confundir veterinários experientes e atacar múltiplos órgãos simultaneamente. De fato, essa é a realidade do Lúpus Eritematoso Sistêmico, uma condição autoimune rara que desafia a medicina veterinária.

Além disso, o conhecimento sobre essa patologia em pequenos animais ainda é limitado. Consequentemente, muitos tutores e profissionais enfrentam dificuldades para identificar o problema a tempo. O veterinário Rafael Pedroso Vargas, especialista em hematologia e reumatologia animal, esclarece pontos essenciais sobre o tema.

O sistema imune se volta contra o próprio corpo

Em outras palavras, nas doenças autoimunes o organismo perde a capacidade de distinguir células próprias de invasores. Dessa forma, o sistema imunológico passa a destruir tecidos saudáveis. Algumas condições atingem órgãos específicos, como a tireoide. Por outro lado, o lúpus sistêmico compromete diversas estruturas corporais ao mesmo tempo.

Animais jovens adultos são os mais vulneráveis

Certamente, a faixa etária entre um ano e meio e seis anos concentra a maioria dos diagnósticos. Nesse sentido, raças como pastor alemão, collie, cocker spaniel e poodle apresentam predisposição genética. Porém, sem dúvida, os cães sem raça definida lideram os atendimentos na prática clínica diária.

Por que especialistas o chamam de grande imitador

Isto é, por afetar múltiplos sistemas orgânicos, o lúpus mimetiza inúmeras patologias diferentes. Assim sendo, o diagnóstico ocorre frequentemente por exclusão, combinando critérios clínicos e laboratoriais rigorosos. Tanto na medicina humana quanto na veterinária, essa característica representa um enorme desafio.

Sinais clínicos variam e exigem atenção redobrada

Por exemplo, a poliartrite imunomediada figura entre as manifestações mais frequentes em cães. Além disso, febre persistente resistente a anti-inflamatórios comuns, emagrecimento progressivo, prostração e lesões cutâneas completam o quadro. Portanto, apenas corticoides ou imunossupressores conseguem controlar a temperatura nesses pacientes.

Lúpus sistêmico versus cutâneo: entenda a diferença

Em contraste com a forma sistêmica, o Lúpus Eritematoso Cutâneo restringe-se à pele. Consequentemente, seu manejo tende a ser menos complexo. Já a variante sistêmica pode provocar alterações renais, oculares, hematológicas e musculares simultaneamente.

Finalmente, reconhecer os sinais precoces dessa doença é fundamental para garantir qualidade de vida aos pets. O diagnóstico rápido e o acompanhamento especializado fazem toda a diferença no prognóstico desses pacientes.

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