
À primeira vista, vivemos tempos questionáveis, em uma era de nítidos policiamentos do pensamento e das opiniões, por meio da ditadura do politicamente correto.
Do mesmo modo, observamos que vivemos em dias muito estranhos. Hoje, mais do que durante o próprio regime militar (não que se defenda ele, ou quaisquer outras ditaduras, nem mesmo a ditadura do proletariado, que também é ditadura), vive-se sob um controle ou uma espécie de censura do que se pode falar, do que se pode pensar, do que se pode dizer. Até mesmo tenta-se controlar o livre direito à manifestação do pensamento.

Ao mesmo tempo, há um fenômeno ocidental em que determinado grupo de pessoas se intitula os portadores do monopólio do bem e do mal, do certo e do errado, portadores do monopólio da verdade e da liberdade de expressão. Criaram uma bolha dentro da sociedade, na qual, por meio deles e de suas opiniões impositivas, esses autoproclamados detentores e portadores do monopólio da bondade e da verdade vomitam regras do que se pode falar ou até mesmo pensar. E com isso, a cada dia diante de nossos olhos, estamos perdendo mais e mais os nossos direitos e liberdades individuais. Estamos nos tornando escravos de um senso comum. Estamos sendo obrigados a nos formatar em massa, em uma direção de vários corpos e uma só mente. Em uma ditadura coletivizada da opinião monocromática, tendenciosa e com dois pesos e duas medidas. Como se fôssemos um enxame de abelhas. Uma colônia de cupins ou de formigas, onde estamos perdendo paulatinamente as características individuais e as liberdades individuais.

Muitos programas de humor dos anos 90, 80 e 70 certamente seriam censurados ou proibidos pela régua da ditadura do politicamente correto dos dias de hoje, como Caceta & Planeta, os Trapalhões, Chico City, Viva o Gordo, TV Pirata, Hermes e Renato, Os Sobrinhos do Ataíde, Pânico e muitos outros…

Acima de tudo, o POLITICAMENTE CORRETO é uma ditadura que controla a liberdade de manifestação do pensamento e a liberdade de expressão. Retirando do indivíduo as suas liberdades individuais. Ou seja, na verdade, é um nome bonito para uma AUTOCENSURA controlada pelo estado hegemônico, ou por ideologia pré-hegemônica. Como prega a teoria da espiral do silêncio.

Do mesmo modo, o POLITICAMENTE CORRETO é a “formatação” das pessoas e da sociedade numa ditadura do senso comum, ditado, direcionado, manipulado e controlado. Na prática, é a aplicação das IDEOLOGIAS DE CONTROLE DE SOCIEDADES E INDIVÍDUOS. Nelas, ditatorialmente, se impõe que, mesmo que se veja uma coisa como ela o é, que se saiba uma coisa, que se pense uma coisa, o indivíduo só pode se expressar e/ou se manifestar de acordo com o que permite ou determina a ditadura do POLITICAMENTE CORRETO, controlando e policiando aquilo que a sociedade e as pessoas, como indivíduos ou coletivos, podem ou não falar, pensar, fazer, agir, reagir e se comportar.

Sob o mesmo ponto de vista, a grande questão a ser levantada sobre o politicamente correto é a tendenciosidade dos dois pesos e duas medidas. Pois essa régua e balança sempre age dependendo de quem comete o erro do politicamente correto. E dependendo disso, será ou não criticado ou cancelado, de acordo com sua agenda ideológica a ser seguida.

Em síntese, a ditadura do Politicamente Correto é uma ditadura da opinião, chata, sacal, tendenciosa, manipuladora, imperativa, e que ninguém de bom senso, e que seja um livre pensador, aguenta mais. LIBERDADE NÃO SE NEGOCIA.
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