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OpenAI elimina carência para time adquirir ações: um novo capítulo na guerra por talentos em IA

A OpenAI anunciou que eliminará completamente o período de carência que obrigava novos funcionários a trabalhar seis meses antes de começarem a receber o direito às ações que compõem sua remuneração.

Esse período — chamado no jargão de mercado de cliff — funciona como uma “espera mínima” para que o profissional comece a adquirir suas ações ao longo do tempo. Agora, quem entrar na OpenAI passa a receber esse benefício desde o primeiro dia.

Fidji Simo, CEO de Aplicações, apresentou a mudança como uma forma de reduzir risco para novos contratados: se forem desligados antes da marca de seis meses, não perderão mais o direito às ações.
A medida segue um movimento parecido da xAI, de Elon Musk, que adotou política semelhante para atrair especialistas de ponta.

A guerra por talentos de IA está em seu auge — e o preço para participar subiu

O motivo por trás dessa mudança é claro: a disputa por profissionais de IA nunca foi tão acirrada.
Gigantes de tecnologia e startups profundamente capitalizadas estão competindo por um grupo muito pequeno de pessoas capazes de treinar modelos avançados — e oferecendo remunerações inéditas.

Dados públicos de pedidos de vistos especializados mostram que:

Na OpenAI, profissionais técnicos recebem entre US$ 200 mil e US$ 530 mil de salário base;

Alguns pesquisadores ganham mais de três vezes a média da indústria;

Na xAI, faixas salariais vão de US$ 250 mil a US$ 500 mil.

E a remuneração não para no salário. Antes do lançamento do GPT-5, a OpenAI distribuiu bônus multimilionários para cerca de um terço da empresa.
Alguns pesquisadores receberam até US$ 5 milhões, pagos trimestralmente em dinheiro, ações ou uma combinação.

A mensagem é clara: quem domina IA de ponta hoje não disputa vagas — disputa propostas.

Uma tendência que reescreve como o setor remunera profissionais estratégicos

A remoção de períodos de carência não é exclusiva da OpenAI.
Nos últimos anos, empresas como Google, Meta, Uber e DoorDash também eliminaram a exigência de um ano de espera antes de funcionários começarem a adquirir ações.

O padrão está mudando:

Em 2025, apenas 20% das empresas de capital aberto usaram um período de carência em suas concessões de ações.

Entre empresas privadas, o número ainda é alto — 88% —, mas o movimento de flexibilização começou.

Ao remover o período de espera, a OpenAI se posiciona como uma das empresas mais agressivas na oferta de condições favoráveis a funcionários.
É um recado para o mercado: se quiser competir pela elite da IA, terá de reescrever suas regras.

O próximo movimento? Pressão para que todo o setor mude junto

A decisão da OpenAI não é apenas uma política de RH. É uma estratégia de mercado.

Com modelos de IA cada vez mais complexos e uma demanda explosiva por talento especializado, empresas que mantiverem regras rígidas de aquisição de ações podem simplesmente desaparecer do radar dos melhores candidatos.

E num setor em que desempenho depende diretamente de cérebros raríssimos — não de máquinas — flexibilidade virou vantagem competitiva.

O recado implícito é simples e poderoso: a inteligência artificial avança rápido, mas quem realmente decide quem vence essa corrida ainda é a inteligência humana.

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