Primeiramente, imagine uma empresa de tecnologia gastando mais de US$ 1,4 trilhão apenas para garantir que suas máquinas não parem de funcionar. De fato, esse é o cenário atual da OpenAI, que transformou a busca por poder computacional em uma verdadeira corrida geopolítica por recursos energéticos.
Consequentemente, o mais recente capítulo dessa estratégia envolve um contrato bilionário com a Cerebras Systems. Ou seja, a criadora do ChatGPT firmou um compromisso superior a US$ 10 bilhões para adquirir 750 megawatts de capacidade computacional ao longo de três anos.
Uma amizade de quase dez anos selou o negócio
Certamente, poucos sabem que Sam Altman e Andrew Feldman, fundador da Cerebras, se conheceram em 2016. Naquela época, a OpenAI era apenas um projeto ambicioso e a Cerebras existia somente em apresentações. Nesse sentido, Altman se tornou um dos primeiros investidores da startup, e essa relação amadureceu até resultar nesse acordo histórico.
Além disso, o timing beneficia enormemente a Cerebras, que negocia captação de US$ 1 bilhão com valuation estimado em US$ 22 bilhões e planeja abrir capital ainda em 2025.
O chip gigante que desafia toda a indústria
Em contraste com a abordagem tradicional da Nvidia, a Cerebras utiliza o wafer inteiro do semicondutor. Dessa forma, seu processador WSE-3 possui 4 trilhões de transistores e 900 mil núcleos, sendo 57 vezes maior que a GPU H100. Isto é, trata-se de uma ruptura arquitetural sem precedentes.
Diversificação como estratégia de sobrevivência
Por outro lado, a OpenAI não aposta todas as fichas em um único fornecedor. Assim sendo, a empresa também fechou acordos com a Nvidia (US$ 100 bilhões), AMD (6 gigawatts), AWS (US$ 38 bilhões) e Broadcom para chips customizados. Portanto, está construindo uma malha global de computação distribuída entre múltiplos parceiros.
Eletricidade virou o verdadeiro campo de batalha
Sem dúvida, o gargalo da inteligência artificial mudou. Não se trata mais de algoritmos superiores, mas de quem assegura energia e escala primeiro. Finalmente, a OpenAI deixou claro que pretende liderar essa disputa sem depender de ninguém — e sem economizar um centavo sequer.
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