De porte grande, comportamento tranquilo e aparência marcante, o Ragdoll é conhecido por relaxar completamente quando é segurado — característica que inspirou seu nome, que significa “boneca de pano”, em inglês.
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A raça de gato ganhou espaço em lares que buscam um companheiro sociável, previsível e bastante apegado à rotina da casa.
Criado a partir de seleção comportamental e física, esse felino combina estrutura robusta e olhos sempre azuis. Além disso, responde bem à interação e a comandos simples, o que o torna bastante participativo no dia a dia.
O Ragdoll surgiu nos Estados Unidos, na Califórnia, na década de 1960. A base da linhagem foi uma gata branca de pelo longo chamada Josephine, cujos filhotes apresentavam temperamento extremamente dócil e relaxado no colo.
“A linha inicial foi cruzada seletivamente com gatos domésticos de perfil calmo, incluindo descendentes com sangue de Sagrado da Birmânia e, possivelmente, outros felinos de pelo longo, com o objetivo de consolidar tamanho, pelagem e padrão comportamental”, explica Rafaela Pisani, médica-veterinária, professora e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Estácio.

Temperamento e características
Conhecido por ser dócil, afetuoso e sociável, o Ragdoll, em geral, busca proximidade com os responsáveis e costuma acompanhar as pessoas pelos ambientes da residência.
“Trata-se de uma raça bastante interativa, que frequentemente participa da rotina familiar e pode apresentar responsividade ao treinamento de comandos simples”, afirma Pisani.
Muitos animais demonstram interesse por brincadeiras e interação guiada, e o comportamento costuma ser comparado ao de cães em termos de vínculo social e resposta a estímulos.
Além disso, também tendem a tolerar bem a manipulação, o que facilita o manejo cotidiano e a convivência com pessoas sem experiência prévia com felinos.
Esse gato apresenta porte grande, corpo alongado, tórax amplo, ossatura forte e musculatura desenvolvida, mantendo aparência proporcional. Machos adultos costumam pesar entre seis e nove quilos, podendo ultrapassar essa faixa. Fêmeas geralmente variam entre quatro e seis quilos.
“A cauda é longa, espessa e bem revestida de pelos. A pelagem é semilonga, densa e macia com textura sedosa e menor presença de subpelo quando comparada a outras raças de pelagem longo, o que reduz a formação excessiva de nós”, destaca a médica-veterinária.
Adaptação ao lar e necessidades ambientais
Esse felino costuma se adaptar bem a locais internos, incluindo apartamentos, por apresentar temperamento tranquilo, menor impulso de fuga e baixa necessidade de exploração territorial extensa quando comparado a linhagens mais ativas.
No entanto, o espaço deve oferecer enriquecimento ambiental com arranhadores, brinquedos interativos, áreas de descanso confortáveis e superfícies elevadas para observação — preferencialmente em alturas moderadas.
“Ele tende a ter baixa percepção de risco e pouca habilidade para lidar com ameaças externas, por isso se beneficia de uma vida exclusivamente indoor”, explica Rafaela.
O controle térmico também merece atenção, pois a pelagem semilonga pode causar desconforto em locais muito quentes.

Saúde, prevenção e controle de peso
Entre as condições hereditárias descritas na raça está a cardiomiopatia hipertrófica (HCM), caracterizada pelo espessamento do miocárdio e possível evolução silenciosa. Outra alteração possível é a doença renal policística (PKD), com formação progressiva de cistos renais.
Devido ao perfil mais calmo, há também tendência ao ganho de peso, o que pode aumentar o risco de diabetes mellitus, problemas articulares e distúrbios urinários.
O acompanhamento clínico regular, o monitoramento corporal e o estímulo à atividade moderada fazem parte da prevenção.
Cuidados com pelagem, higiene e indicação
No que diz respeito à escovação, ela deve ser realizada de duas a três vezes por semana para evitar nós e remover os pelos mortos. O procedimento também ajuda na observação da pele.
A rotina inclui ainda corte periódico das unhas, oferta de arranhadores e limpeza de olhos e orelhas quando houver sujidade.
“A higiene bucal, a alimentação equilibrada e a boa hidratação contribuem para a saúde geral e para a qualidade da pelagem”, pontua a profissional.
Esse animal é considerado adequado para responsáveis de pets de primeira viagem por ser sociável, previsível e de fácil manejo. No entanto, não é indicado para lares no qual possa ficar longos períodos sozinho e sem estímulo.
“É um bicho muito apegado aos cuidadores e que aprecia interação frequente, brincadeiras regulares e atenção para manter o bem-estar físico e mental”, conclui Pisani.

FAQ sobre a raça Ragdoll
O Ragdoll se adapta bem a apartamentos?
Sim. De modo geral, essa raça apresenta boa adaptação a espaços internos, tem menor tendência à fuga e costuma se sentir segura em locais controlados, desde que haja enriquecimento ambiental com arranhadores, áreas de descanso e estímulos interativos.
Quais problemas de saúde podem ocorrer nos gatos Ragdoll?
As principais condições descritas são cardiomiopatia hipertrófica e doença renal policística. Também pode haver tendência à obesidade, com aumento do risco de diabetes, alterações articulares e distúrbios urinários.
Que cuidados de pelagem são necessários?
A escovação deve ser feita de duas a três vezes por semana, podendo ser intensifica na época de muda para evitar nós e retirar pelos mortos.
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