Vela acesa em memória em referência ao Dia Internacional das Vítimas do Holocausto

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto: a origem da data

Vela acesa em memória em referência ao Dia Internacional das Vítimas do Holocausto
Foto: George 🦅 / Pexels

Hoje, 27 de janeiro, é o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A data não é feriado e foi criada por resolução da Organização das Nações Unidas, não por lei brasileira.

O que se comemora no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

A data existe para preservar a memória das vítimas de um dos episódios mais graves de perseguição e extermínio em massa da história recente, e para reafirmar, publicamente, que a negação desse fato histórico não tem lugar. Ela também serve como ocasião para condenar manifestações de intolerância religiosa e violência motivada por origem étnica ou crença.

Mais do que uma lembrança pontual, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto funciona como compromisso permanente: o de manter viva a memória histórica e de usar essa memória como alerta contra a repetição de violências semelhantes.

A origem histórica: da libertação de Auschwitz à resolução da ONU

A escolha de 27 de janeiro não é aleatória: essa é a data do aniversário da libertação do campo de Auschwitz, ocorrida em 27 de janeiro de 1945. Décadas depois, esse mesmo dia foi escolhido para se tornar uma data internacional de memória, unindo o marco histórico da libertação a um compromisso formal de recordação.

Esse compromisso se materializou em 1º de novembro de 2005, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou por consenso a resolução A/RES/60/7. Por ter sido aprovada por consenso, e não por votação nominal, não há placar de votos a registrar em relação a essa resolução — o texto foi aceito sem necessidade de contagem de votos favoráveis e contrários.

O que diz a resolução da ONU sobre a data

A resolução A/RES/60/7 tem conteúdo específico e documentado: ela rejeita qualquer negação do Holocausto como fato histórico, condena manifestações de intolerância religiosa e violência baseadas em origem étnica ou crença, e designa 27 de janeiro como Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto. O mesmo texto determinou a criação de um programa de divulgação voltado à memória do episódio e ao papel das Nações Unidas nesse tema.

A resolução que criou a data não é lei brasileira: é um ato internacional, adotado por consenso na Assembleia Geral das Nações Unidas, sem necessidade de votação nominal.

Não existe, portanto, lei federal brasileira que institua o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto no calendário nacional — o Brasil observa a data por adesão a um compromisso internacional, não por norma interna própria criada especificamente para esse fim.

Como a data é marcada hoje

Sem feriado e sem suspensão de expediente em nenhum lugar, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é marcado sobretudo por atos de memória: cerimônias, exposições, aulas e materiais educativos voltados a manter viva a lembrança das vítimas e a explicar, a cada nova geração, o que aconteceu e por que negar esse fato histórico é inaceitável.

O programa de divulgação criado junto com a resolução de 2005 segue sendo, até hoje, uma das referências usadas por escolas e instituições ao redor do mundo para tratar do tema com rigor histórico, reforçando o caráter educativo que a data carrega desde sua origem.

É justamente esse caráter educativo que justifica a presença da data em um calendário voltado à escola: ela une um marco histórico verificável — a libertação de um campo de concentração em 1945 — a um compromisso internacional formal, adotado por consenso seis décadas depois. Aprender essa sequência ajuda a entender por que a memória histórica precisa de instrumentos concretos, e não apenas de boa vontade, para não se perder com o tempo.

A ausência de lei brasileira específica não diminui a relevância da data no país: ela mostra, ao contrário, que nem toda memória importante depende de norma interna para ser lembrada. O dia 27 de janeiro é observado no Brasil dentro do mesmo compromisso internacional firmado em 2005 — um exemplo de como datas de memória podem atravessar fronteiras sem depender de legislação própria em cada país que as observa.

Outras datas de janeiro

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