
O governo Lula carrega o peso do Pato do Master não por acaso, mas por uma falha estratégica clara. A pressão que se acumula sobre o presidente mira André Mendonça, ministro do STF, quando o alvo real da disputa política é Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência.
A pesquisa Quaest registrou o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico com Luiz Inácio Lula da Silva na simulação de 2º turno. Esse movimento ocorre num momento em que a preocupação com o endividamento público e com a corrupção cresce entre os eleitores.
Quando o Pato do Master cobra o preço errado
Não há como ignorar o paradoxo: o governo concentra energia política contra André Mendonça enquanto Flávio Bolsonaro avança nas pesquisas. A resposta ao endividamento, por exemplo, deve vir por meio de uma medida provisória tardia para restringir apostas online. Apesar disso, a iniciativa chega com atraso e sem força para reverter a percepção negativa.
Ao mesmo tempo, a pressão sobre o STF desvia atenção do adversário que, de fato, cresce nas simulações eleitorais. Em outras palavras, o governo escolheu a batalha errada no momento mais delicado.
O alvo real segue fora da mira
Flávio Bolsonaro é o nome que precisa ser desconstruído eleitoralmente. No entanto, o governo gasta capital político num confronto com o STF que não reverte votos. A estratégia, além de custosa, não endereça os temas que mais preocupam o eleitorado: dívida e corrupção.
Enquanto o governo não corrigir o alvo, o Pato do Master continuará pesando sobre Lula. A confusão entre adversário institucional e adversário eleitoral é, por ora, o maior problema do campo governista. Errar o alvo numa corrida presidencial não é detalhe — é o tipo de equívoco que define eleições.
Reorientar a estratégia é urgente
É preciso que o governo compreenda a diferença entre disputas de poder institucional e disputas eleitorais. Flávio Bolsonaro cresce porque o eleitorado percebe vulnerabilidades reais no campo governista. Apesar disso, a resposta segue desconectada do problema.
Enquanto o alvo permanecer trocado, o Pato do Master não vai embora. A conta política dessa confusão estratégica é paga nas urnas — e o placar da Quaest já antecipa o risco.
Artigo de opinião.
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