
Hoje, quatorze de maio, é o Aniversário da Esquadrilha da Fumaça, marco que a Força Aérea Brasileira usa para contar a idade da equipe acrobática mais conhecida do país. A data lembra a primeira demonstração oficial do grupo, ainda em 1952, e não corresponde a nenhuma lei federal.
O que se comemora no Aniversário da Esquadrilha da Fumaça
O Aniversário da Esquadrilha da Fumaça marca o dia em que um grupo de instrutores de voo da antiga Escola de Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, se apresentou oficialmente pela primeira vez. Os instrutores treinavam acrobacias em grupo nas horas de folga para convencer os próprios cadetes a confiar nas aeronaves de instrução e nas suas próprias aptidões de voo.
Vale separar duas datas apuradas que costumam se confundir. A Esquadrilha da Fumaça, como equipe, remonta a 1952. Já o Esquadrão de Demonstração Aérea, unidade que hoje reúne oficialmente os pilotos na Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP), só foi criado trinta anos depois, em 21 de outubro de 1982.
A origem do apelido e a primeira demonstração
Em 14 de maio de 1952, uma comitiva estrangeira em visita à Escola de Aeronáutica assistiu à primeira apresentação oficial do grupo — o episódio que a Força Aérea Brasileira toma como marco de fundação da equipe. O apelido veio um ano depois: em 1953, acrescentou-se ao North American T-6 um tanque de óleo exclusivo para produzir fumaça e dar ao público melhor visualização das manobras no ar. Foram os próprios cadetes e a plateia que batizaram a equipe com o nome que ficou.
A primeira frase escrita no céu pela equipe foi a sigla FAB, sobre a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Em 1963, a Esquadrilha da Fumaça virou a unidade oficial de demonstrações acrobáticas da Força Aérea Brasileira, e seguiu se apresentando até 1976, quando o então Ministério da Aeronáutica aposentou o T-6, o avião que sustentava as manobras. A equipe ficou parada até ser reativada na Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP), onde nasceu o Esquadrão de Demonstração Aérea, em 21 de outubro de 1982. Desde março de 2013, a equipe voa o A-29 Super Tucano.
Por que não existe lei federal para o Aniversário da Esquadrilha da Fumaça
Diferentemente de boa parte das datas comemorativas brasileiras, o Aniversário da Esquadrilha da Fumaça não tem lei federal, decreto ou portaria que o institua. O dia quatorze de maio é, simplesmente, a data que a própria Força Aérea Brasileira escolheu para contar a idade da equipe, porque foi nesse dia, em 1952, que aconteceu a primeira demonstração oficial do grupo.
Há ainda uma divergência entre fontes sobre o ano exato desse marco fundador. O quadro-resumo do verbete da Wikipédia sobre a equipe registra:
“primeira apresentação pública” em 14 de maio de 1954
Só que o corpo do mesmo verbete, assim como o histórico oficial da Força Aérea Brasileira, aponta 1952 como o ano da primeira demonstração — e é essa a contagem que a própria Força Aérea usa nas comemorações, o que fazia da equipe uma equipe de 73 anos em 2025. Por isso esta reportagem segue a versão de 1952, que é a data efetivamente comemorada pela instituição responsável pela equipe.
Vale reforçar que o Esquadrão de Demonstração Aérea, unidade que hoje reúne oficialmente os pilotos da Esquadrilha da Fumaça, é uma criação bem posterior, de 1982 — trinta anos depois da primeira demonstração que dá origem à contagem de aniversário.
Como a data é lembrada hoje
Sem uma lei que obrigue qualquer celebração oficial, a lembrança de quatorze de maio segue o roteiro que a própria Força Aérea Brasileira mantém para as efemérides da corporação: registros internos, matérias em veículos especializados em defesa e aviação, e a continuidade do trabalho da equipe, que segue voando o A-29 Super Tucano em demonstrações públicas desde março de 2013.
Em 14 de maio de 2026, a Esquadrilha da Fumaça completa 74 anos de história, contados a partir daquela primeira demonstração de 1952 no Campo dos Afonsos. A equipe que nasceu de um exercício de instrutores para dar confiança a cadetes de aviação virou, com o tempo, um dos símbolos mais reconhecíveis da aviação militar brasileira — sem que isso, em nenhum momento, tenha exigido uma lei para existir.
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