
A Crise no STF chegou a um nível elevado antes que o presidente da Corte, Edson Fachin, agisse para reorganizar o tribunal. A avaliação é da comentarista Miriam Leitão, no Bom Dia Brasil desta quinta-feira. Para ela, as decisões de Fachin são relevantes. Contudo, são insuficientes para resolver todos os problemas que envolvem o Supremo Tribunal Federal.
Na quarta-feira, Fachin suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal. Ele manteve Andrei Rodrigues na direção-geral da corporação e retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das fake news. Além disso, determinou que investigações envolvendo ministros do STF passem previamente pela presidência da Corte.
Crise no STF antecedeu as ações do presidente da Corte
Miriam Leitão afirmou que “a crise escalou muito antes que ele pudesse fazer, antes que ele fizesse o que ele fez”. Ao mesmo tempo, a comentarista reconheceu que Fachin usou os poderes do cargo: “A presidência do tribunal tem esses poderes. Então ele tomou decisões importantes.”
No entanto, Miriam foi direta ao avaliar os limites dessas ações: “Essas medidas são importantes, mas não são suficientes.” Para ela, o tribunal ainda enfrenta tensões que vão além do que Fachin anunciou até agora.
Sessão do dia 15 será inédita no Supremo
Outro ponto de atenção é a sessão plenária prevista para a terça-feira, dia 15. Os ministros deverão analisar questões ligadas à investigação envolvendo Moraes, bem como as mensagens trocadas com Daniel Vorcaro. Miriam classificou o encontro como algo sem precedentes: “Importante é pouco, é inédita.”
Enquanto isso, o pronunciamento que Moraes havia anunciado para esta quinta-feira foi cancelado. A assessoria do STF informou que a manifestação seria remarcada. Antes do cancelamento, Miriam avaliava que Moraes precisaria agir: “Ele tem que tentar fazer um movimento para reduzir a tensão em relação à reunião de terça-feira, onde ele estará na berlinda.”
Emenda parlamentar no centro da operação sobre o Dark Horse
A comentarista também analisou a operação da Polícia Federal que investiga o possível uso irregular de recursos públicos ligados ao filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio Dino autorizou a operação, que tem entre os alvos o deputado Mario Frias.
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