
Em 2 de março, completam-se 30 anos da morte dos Mamonas Assassinas, banda que morreu no auge do sucesso em um acidente aéreo na Grande São Paulo. A data de 2026 marca um aniversário redondo, lembrado pela imprensa nacional, que volta a revisitar a trajetória curta e intensa do grupo.
O que marca os 30 anos da morte dos Mamonas Assassinas
Em 2 de março de 1996, um sábado à noite, o jato Learjet 25D, prefixo PT-LSD, que levava os cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas chocou-se contra a Serra da Cantareira, na Grande São Paulo, quando tentava pousar no aeroporto de Guarulhos. Morreram os cinco músicos — Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli —, além dos dois pilotos e de dois integrantes da equipe que viajava com a banda.
Ao todo, nove pessoas estavam a bordo da aeronave naquela noite, e nenhuma delas sobreviveu ao impacto. O acidente encerrou, de uma só vez, a trajetória de um grupo que havia se tornado um dos assuntos mais comentados da música popular brasileira naquele período, deixando um vazio que a imprensa musical do país levaria anos para processar por completo.
Como aconteceu o acidente aéreo de 1996
A banda voltava de um show realizado no estádio Mané Garrincha, em Brasília, quando o avião caiu. O último contato da aeronave com o aeroporto de Guarulhos foi registrado às 23h20 daquele sábado. Em poucos meses, os Mamonas Assassinas haviam se tornado um dos maiores fenômenos da música popular brasileira, e a morte precoce de toda a formação chocou o país.
A repercussão do acidente foi imediata: por se tratar de uma banda que vivia o auge da popularidade, com músicas tocando com frequência no rádio e na televisão, a notícia da queda do avião dominou os noticiários daquele início de março de 1996 e marcou a memória de uma geração inteira de ouvintes, que acompanhou em tempo real a confirmação das mortes de todos os envolvidos.
Por que 2 de março não é mais o Dia Nacional do Turismo
É comum encontrar listas de datas comemorativas que ainda associam 2 de março ao Dia Nacional do Turismo. Essa informação está desatualizada: a Lei nº 12.625, de 2012, mudou oficialmente essa comemoração para outro dia. A ementa da lei é direta:
“Institui o dia 8 de maio como o Dia Nacional do Turismo”
O artigo 1º da mesma lei fixa a celebração “no dia 8 de maio”, não em 2 de março. Ou seja, desde 2012, o Dia Nacional do Turismo acontece em maio, e não há, até hoje, nenhuma lei que crie uma data comemorativa oficial em 2 de março ligada à morte dos Mamonas Assassinas: o que existe é uma efeméride, reconhecida pelo peso do acontecimento e não por norma legal.
O que 2026 representa para essa efeméride
Em 2026, os 30 anos da morte dos Mamonas Assassinas voltam a mobilizar reportagens e homenagens musicais, relembrando uma banda que, em pouco tempo de carreira, emplacou canções que seguem tocando em rádios e plataformas de música até hoje. A data funciona como lembrete de como um acidente pode interromper, de forma abrupta, uma trajetória artística em plena ascensão.
Datas redondas como essa também cumprem um papel de checagem: ao revisitar o assunto, veículos de imprensa e sites especializados em datas comemorativas têm a chance de corrigir informações desatualizadas que continuam circulando, como a confusão com o Dia Nacional do Turismo. Divulgar a data correta de cada comemoração é parte do trabalho de manter o calendário civil confiável para quem consulta essas informações, evitando que um erro repetido por anos siga sendo tratado como verdade.
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